José Maria de Mendonça Júnior, Coronel de Cavalaria do Exército Português.

Vivência Militar: Portugal, Angola, França, Alemanha, Macau e Timor.

Condecorações: Serviços Distintos e Relevantes Com Palma, De Mérito, Avis, Cruz Vermelha, De Campanhas.

Vivência turística: Madeira, Açores, Espanha, Baleares, Canárias, França, Alemanha, Inglaterra, Italía, Suiça, Malta, Brasil, Paraguai, Marrocos, Moçambique, África do Sul, Zimbabwe, Indonésia, Singapura, Austráia, Filipinas, China.

Idiomas: português (de preferência), Espanhol, Francês, Inglês.

Com o fim de dinamizar a solidariedade através de comparticipação de cidadãos com inesquestionavél integridade de caracter.
 
Esta tese é enviada por http://senadonews.blogspot.com/ podendo ser correspondida pelo e-mail senadonews@gmail.com ou pelo correio postal: União Ibérica, Av. Bombeiros Voluntários, 66, 5º Frente, 1495-023 Algés, Portugal; Tel: 00 351 21 410 69 41; Fax: 00 351 21 412 03 96.

Pesquisá pelo google.pt ou pelo sapo.pt

Tuesday, December 15, 2009

OBRAS PÚBLICAS, DERRAPÁGENS, COMPETÊNCIA, E HONESTIDADE


(*) José Pegado
jjop28@hotmail.com 2009-12-11

Vivemos numa sociedade que há muito sofre com avultados custos na realização de projectos que mais tarde quando publicados são ligeiramente tratados encaminhando os desvios para contas de derrapagem assumindo estas como factores simplesmente naturais e sem que alguém minimamente se preocupe em assumir responsabilidades dando a entender ao cidadão pagante que se trata de inevitáveis e que o interesse agora fazer é andar para a frente e deixar de lamúrias e acusações.

O Governo ou seja os funcionários do Estado nunca tem culpa nos atrasos nem nos escandalosos aumentos de custo nas obras contratadas e quando encurralados contentam-se em eventualmente nomear mais uma Comissão de Inquérito para apurar à verdade dos factos que, depois de gastar mais tempo e mais dinheiro, entrega um relatório que habilmente se conserva na gaveta.

Quem se lembra agora passados dois ou três anos dos tais inquéritos ou relatórios quando temos agora para novos escândalos à porta e novos inquéritos a ser feitos e novas comissões a ser nomeadas ?

Faz parte da experiência adquirida que qualquer empreiteiro, mesmo dos mais sérios, jubila quando lhe é contratada a construção de uma moradia com base numa memória descritiva, num conjunto de desenhos aprovados e num contrato quando descobre que o dono da obra está cheio de ideias que lhe vão surgindo à medida que a obra vai avançando e as alterações vão surgindo.
Na realidade a memória descritiva está incompleta, faltam desenhos de detalhe e o contrato não contém clausulas reguladoras de ajustes de preços e de prazos de execução.

Este é o caso típico de obras feitas a particulares sem experiência própria e sem apoio profissional.
Nestas condições pode dizer-se que o simpático e prestável empreiteiro tem o queijo e a faca na mão pois cada vez que o dono da obra aparece com esclarecimentos ou detalhes estes são encarados como alterações e caem inevitavelmente na conta das derrapagens em tempo e custos.

Isto toda a gente entende, mas o que nos deve preocupar é saber a razão pela qual presumíveis profissionais responsáveis pelas nossas obras públicas se deixam constantemente enganar.
Porque será que os nossos gestores públicos são exímios na preparação de cadernos de encargos técnica, comercial e mesmo juridicamente mal concebidos ?

Ou será que há um propósito nessas contratações necessariamente mal feitas ?
Ou será que existe uma conivência entre O Dono da obra e O Empreiteiro, em que O Dono da obra está a roubar o Financiador ?

Temos certamente entre nós profissionais competentes, independentes e honestos, para os estudos, para as tomadas de decisão, para as contratações e para a vigilância das obras pelo que a questão de fundo é saber qual a razão, certamente de peso, porque tais profissionais nunca são utilizados.
Será porque O Governo = Dono da Obra não gosta de competência e honestidade ?
Ou será que Os Profissionais Competentes não suportam o dirigismo e a corrupção que encontram nas Instituições Públicas ?

Estamos convencidos de que sempre houve e haverá gente honesta e outra menos honesta, gente competente e outra menos competente mas um dos problemas com que agora nos defrontamos é que os assaltantes não precisam de entrar em nossas casas de nos parar na estrada uma vez que nós docilmente todos os dias lhes entregamos o fruto do nosso trabalho, das nossas transacções e das nossas poupanças.

(*) Engenheiro Electrotécnico formado no IST, em Lisboa; e na Universidade de KYH em Estocolmo.

SENADO NEWS medita.

NOTA1:
Achou por bem desmistificar a ideia corrente, de alguns anos atrás, que os emigrantes portugueses, como regra, chegavam lá de “mala de cartão”, eram uma fonte de invisíveis para Portugal e regressavam, por força da saudade, construindo nas suas raízes uma casa fruto do trabalho e dedicação profissional, onde acabavam os seus dias.

Nota 2: Entretanto os “Ventos da História”, cada vez mais fortes, passaram a soprar numa outra direcção. Muitos, por força dos seus legados familiares que vão crescendo e multiplicando nos Países que os receberam… e avançada idade, acabam por vender os seus bens em Portugal e juntar-se aos seus no estrangeiro.

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Monday, November 30, 2009

JUSTIÇA À PORTUGUESA


(*) Eduardo Matos Guerra

Meus amigos: Com o taran-tan-tan das escutas que começaram por conter "indícios" e terminaram na " inexistência de elementos " ou " irrelevância criminal ", aliado ao "destrói, não destrói" das mesmas, mais parecendo duas peixeiras agarradas à mesma camisa, puxando cada uma para seu lado, que juristas colocados nas mais altas posições da magistratura.

O artigo do juiz desembargador Rui Rangel, em anexo e publicado no CM que dispensa, pela sua clareza qualquer comentário, apresenta-se oportuníssimo, embora nada avance de novo, que já se não saiba, isto é, que o constitucional "estado de direito democrático", não passa de um "estado dos de direito, partidocrático", em que, ainda por cima, "os mais timoratos da justiça acabam por ser os mais altos responsáveis pela sua administração." (Mário Ramires - sic in SOL).

Ou já se não lembram de um tempo a esta parte do presidente do STA, ao ser conduzido em viatura a 190 Klm/hora, aquando da intervenção da (falecida) Brigada de Transito, ter lavado as mãos como Pilatos e empurrado a responsabilidade para o condutor?

Aliás, e transcrevendo novamente Mário Ramires, num País em que o valor da "palavra" está pelas ruas da amargura

O problema é que são cada vez menos os que honram a palavra...mesmo dada em juramento.
(“E que nada temem em faltar aos compromissos."), já nada é de estranhar.

Carpe Diem.

(*) Eduardo Matos Guerra, Coronel de Cavalaria

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Friday, November 27, 2009

O TEOREMA DE A CANÇÃO DE LISBOA

(*) João César das Neves

Com a devida vénia e grata autorização SENADO NEWS transcreve este texto de superior oportunidade.

Portugal está em crise. Mas qual crise? Estamos em crise há dez anos e esta é nova.

Para compreender isto temos de separar duas coisas diferentes. A nossa primeira doença é a obesidade.
Esta é a crise antiga, que vem da década de 90 e nunca mais se resolve.

Portugal está balofo.
Comeu mais do que devia e tem problemas de coração, digestão e locomoção por excesso de peso.
Perdeu competitividade, empolou o orçamento, divergiu da Europa.
A dívida total do país ao exterior (posição de investimento internacional) era de 8% do produto nacional em 1996. Em 2008 atingiu os 100%, sendo metade dívida pública. Isto é viver acima das posses, comendo mais do que devia!

O problema já fez fugir dois primeiros-ministros, o terceiro não teve tempo de fugir e o actual ainda não se sabe se fugirá.
A história é fácil de contar.
Com o Eng. Guterres, que entrou em 1995, o País comeu à farta e engordou à grande.

Em 2001, com a dívida já nos 50% do PIB, ele foi ao médico, recebeu o diagnóstico e... fugiu para a ONU. Depois veio o Dr. Barroso, que leu a dieta e comprou fruta, mas em 2004, com a dívida nos 65%, fugiu para a UE.
O Dr. Santana Lopes disse que "gordura é formosura" e puseram-no fora.
Tão depressa que nem mudou os 65%.
O Eng. Sócrates prometeu jejum, fez lipoaspiração, mas continuou a comer. Chegou-se aos 100%.

O nosso principal problema é esta terrível obesidade. Ou melhor, era.
Porque de repente aconteceu algo que trouxe novos sintomas.
O que sucedeu foi uma coisa impossível: uma epidemia mundial de tuberculose infecciosa, uma doença que não se via desde anos 1930.

De repente, a tísica tornou-se tão dominante que temos de comer muito para ganhar forças.
Para um país como Portugal isto dá a confusão.
Agora o cardiologista exige dieta enquanto o pneumologista aconselha refeições reforçadas para curar a fraqueza.

Que podemos fazer?

A resposta política é evidente.
A prioridade neste momento tem de ser o emprego e para isso devemos usar dois instrumentos principais: orçamento e salários.

Na despesa pública é preciso gastar, mas com cuidado.
Devemos ajudar desempregados, empresas e pobres e é preciso salvar empregos viáveis.
Mas tudo isto com o mínimo de gastos, por causa da obesidade.
Relativamente aos salários é preciso moderação para enfrentar a crise, recuperar competitividade e fazer partilha justa dos sacrifícios. O Dr. Silva Lopes, em conferência recente, chegou a recomendar congelamento salarial.

Tudo isto é muito bonito mas completamente fictício.
Porque a real prioridade política este ano não será o emprego mas as eleições.

A questão obsessiva serão três sufrágios.
Por isso a política , nos dois instrumentos referidos, será muito diferente.
Na despesa pública o que se fará é gastar, gastar, gastar, principalmente no que der votos.
Nos salários, nos salários... bem... eh... vamos casar os homossexuais e pode ser que isso nos distraia.

Quer dizer que estamos perdidos?
Claro que não.
Apenas significa que não podemos contar com os políticos, coisa que sabemos desde a primeira dinastia.

Entretanto, a economia e a sociedade terão de ir fazendo o necessário.
Nesse sentido, a tuberculose até cria condições favoráveis para combater a obesidade.
O novo rating e as taxas de juro superiores da dívida nacional implicam que a dieta será feita, quer se queira, quer não.

É verdade que vem na pior altura, porque agrava as dificuldades da crise conjuntural. Mas isso também é algo que sabemos desde sempre. Quando as coisas são fáceis, metemo-nos em sarilhos, e só pomos a casa em ordem quando não há alternativa.
(*) Professor Universitário
«naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt»

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Thursday, November 12, 2009

AS LÍNGUAS


(*) Francine Dhanis

Actualmente a União Europeia conta 27 países.
As línguas são numerosas e têm uma grande diversidade.

O homem é um animal social e a língua é o seu primeiro meio de comunicação portanto tem uma importância particular na U.E. onde há vários dialectos ou gírias.

Os países ao longo da sua História sofreram numerosas influências.

As línguas da U.E. apesar das suas diversidades têm várias similaridades.

Elas têm por origem comum o Indo-Europeu e todas são influenciadas pelo Grego e o Latim.

Não devemos esquecer que durante muitos séculos até XVIII os Europeus utilizaram o Latim – a língua dos filósofos – homens de letras do Clérigo, Descartes, Erasmo e outros.

O Latim enriqueceu as línguas europeias com metáforas e muitas vezes por sintaxe e a construção das frases.

(*) Ex-Professora da Alliance Française

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Thursday, October 29, 2009

EUTANÁSIA


(*) Mendonça Júnior)

Há já alguns anos que me represento na internet por quatro blogues aqui abaixo referenciados no "EDITORIAL, Temas e Debates"
Comento, devidamente registado no espaço, que os principais orgãos de comunicação escrita do Continente: Expresso, Sol, Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Correio da Manhã, reservam para esse efeito.
Não estou só.
Enquadro-me assim nas opiniões que reflectem o panorama idiossincrásico dos portugueses.

São às centenas.
Não é difícil tentar adivinhar a sua generalizada proveniência.
A sua quase totalidade provém de reformados de avançada idade que se identificam por um pseudónimo. Esses eu cognomino de “Velhos do Restelo”: são os do “contra”… tudo e todos.

Para eles enviei um comentário que publicitei da maneira costumeira:
« MENDONÇA JÚNIOR, Coronel de Cavalaria
AMIGOS COMENTARISTAS, com todo o respeito e melhor consideração, sugiro que aceitem os mesmos termos de identificação das notícias publicadas na nossa Comunicação Social e na Internet. Isto é: iniciando os Vossos “Registados Comentários” com nome, profissão e demais elementos que julguem apropriados, para uma real valoração dos julgamentos e desejos da vivência actual dos portugueses».

Tive só quatro excepções de concordância que, de imediato classifiquei como sendo de portugueses corajosos, que dão a cara, da boa cepa genética de antanho.

A outra “guerra” inferiu-se no seguinte apelo:
MENDONÇA JÚNIOR, Coronel de Cavalaria.
«Apelo ao “sapo.pt” no sentido de não publicarem comentários das Vossas Notícias – enviadas por aqueles que a coberto de um pseudónimo – empregam palavrões que em nada dignificam o elevado prestígio cultural da magnificência do nosso idioma, com más repercussões na educação das crianças, formação e repúdio de adultos, por todo o Mundo.

A minha preferência elege os comentários referidos no Expresso e no Sol, como os grandes Senhores da concordância ou discordância mas sempre revelando um elevado teor de educação e sabedoria».

Sobre este apelo obtive a seguinte resposta:
«Devido a utilizações menos próprias da área de Comentário das Notícias, o SAPO decidiu fechar temporariamente o sistema. Estamos a trabalhar numa nova plataforma, mais segura e mais robusta, que brevemente estará disponível para que possa continuar neste espaço».
Calcule-se:
Já se passaram meses, a linguagem dos comentários passou a ser sem os palavrões… mas a tal plataforma nunca apareceu.

Entretanto já iniciei uma opinião na internet da maneira habitual acima descrita:
« MENDONÇA JÚNIOR, Coronel de Cavalaria
O índice demográfico de Portugal revela que a população de Portugal está sofrendo um preocupante desequilíbrio com um progressivo aumento do envelhecimento em relação aos nascimentos.

São de aplaudir todas as medidas no sentido de os aumentar.

Quanto ao envelhecimento, se nada se fizer nesse sentido o “circulo vicioso” manter-se-à.
Refiro-me à eutanásia – em grego o “eu” significa “bem” e “thanatos” significa “morte” – isto é «o conjunto dos métodos que procuram uma morte sem sofrimento com o fim de encurtar uma longa agonia ou doença muito dolorosa com desfecho fatal».

Em Portugal há milhares, muitos e muitos – visitem-se os hospitais, as residências da terceira idade e as dos amigos acamados nas suas casas – que com o seu desaparecimento concorrerão, em grande parte, para o equilíbrio da sobrevivência do nosso País de acordo com os seus recursos humanos e da natureza.

Porem há que ter cuidado “se hoje somos poucos, amanhã poderemos ser menos”.
Fico esperando os comentários concordantes que também os há… Mas numa certa expectativa pois que:

Nul n’est prophète en son pays.

(*) Coronel de Cavalaria

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Wednesday, October 28, 2009

O DESEMPREGO (III)


(*) J. Sá-Carneiro 28 Out. 2009
Continuo a agitar a nossa bandeira de combate. Pois que estou cada vez mais convencido que este é o maior combate que a humanidade já teve que enfrentar.

E parece-me estarmos todos a incorrer num "falso problema", pois que o Desemprego é Inevitável.
Falso Problema porque não é possível criar mais "Emprego" para resolver o "Desemprego".
Pois que isso, com os actuais gigantescos meios de fabrico, iria gerar uma "sociedade de 'ainda mais' consumo", o que seria incomportável.

Acho que temos é que aceitar e estabilizar o "Desemprego", que só terá tendência para aumentar.
E o desafio tem que ser enfrentado de outra maneira.

Não sabemos como, mas todo o aparato social em que vivemos tem que ser remodelado.
Talvez passando a trabalhar só duas ou três horas por dia, por exemplo.
Mas isso num mínimo de deslocação à fábrica, ou ao escritório, porque senão iriamos aumentar ainda mais o tremendo tráfego que já temos.

A Internet, ou qualquer outro meio de comunicação à distância, poderá fazer muita coisa.
Até no comando de máquinas… "Cibernética online", porque não?

Penso que o excesso de trânsito auto é o problema que se segue ao desemprego.

Entretanto os "donos do mundo", os tais "liberais", que poderiam ajudar a resolver esta miserável situação, que por eles próprios foi criada, só pretendem é vender-nos mais "gasolina", que roubam em toda a parte, na mais completa indiferença para as dolorosas consequências do panorama monstruoso que arranjaram.

-Como é que ainda não se compreendeu que a "Moeda Forte" do capitalismo já não é o Dolar, nem o Euro, mas a "Gasolina"?
-Voltámos assim à "permuta" dos primórdeos da humanidade.

Quando vejo na TV o louco tráfego automóvel das horas de ponta, sinto-me a viver numa "Civilização de baratas tontas", que correm para a frente e para trás como idiotas.
Afinal para encher os cofres dos "patrões" das gasolineiras.

Na verdade: "Patrões de Tudo"!

Não faz qualquer sentido que numa época de tão fácil comunicação (Internet, por exemplo) se faça tanta e tão estúpida deslocação automóvel, conhecendo-se as suas terríveis consequências, de poluição e desastres.
Para depois as estatísticas virem dizer que os automóveis matam mais gente do que as guerras.

E isto só referido aos choques, não ao câncer.

(*) J. Sá Carneiro
– Licenciado em História pela Universidade Aberta de Lisboa
– Diplomado em Service Marketing Management S.A.M.A. de Johannesburg
– Curso ONC/ONA, 2002/3, Alfândegas
– Despachante das Alfândegas desde 1952, em Angola, e em Portugal desde 1980

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O DESEMPREGO (II)


(*) J. Sá-Carneiro 25 Out. 2009

O Tema é de tal modo grave que me sinto coagido a voltar a agitar, com todas as minhas forças, a tal bandeira negra com que resolvi representá-lo, até que consiga chamar a atenção dos sectores responsáveis, ao menos da comunidade que me rodeia, só lamentando não poder chegar mais longe.

É que o Problema do Desemprego está a ser encarado duma Falsa Maneira!

Claro que seria dos maiores consolo e conveniência conseguirmos criar mais empregos.
Mas, muito para além disso, o aflitivo é que o desemprego vai manter-se, vai ampliar-se, cada vez mais, como um fenómeno aterrador, mas natural, que não podemos evitar, porque ele é precisamente o resultado do progresso e do desenvolvimento que a civilização atingiu.

O Desemprego veio para ficar.
E a sua permanência é inevitável.

E este é um assunto que já devia ter sido defrontado, pelo menos, desde o início do Milénio.
Porque num esforço para ir mantendo o emprego, nestes últimos anos, acabou-se por produzir demais, por fabricar demais, com péssimos resultados.

Antes da última Grande Guerra, pelo menos no ocidente, a agricultura e as industrias – Sectores Primário e Secundário – ocupavam cerca de 60% das existentes forças de trabalho. Hoje, com o grau atingido pela motorização e maquinização, de tudo quanto há, parece estarem já no caminho dos 10%.

Mas tinha ficado de fora o sector dos Serviços.

O Terciário, que continuou a empregar muita gente.
Presentemente, com a adopção das electrónicas e das informáticas, em suma, dos computadores, evidentemente que imenso emprego terá também que ser dispensado, e isto sem hipótese de remissão.

Mas as pessoas precisam de viver: Abrigo, Alimentação, Higiene, etc.
E a solução romana do Pão e Circo já não se adapta.
Já não podemos resolver o problema com Pensão de Sobrevivência e Foot-ball.
Estamos novamente, em moldes um pouco diferentes, perante o ameaçador Espectro de Malthus.

Mas então cabe aos nossos Maiores; aos Estados, ao Banco Mundial, MFI, ao G-20, etc. resolver a situação. Têm que ser criadas novas Culturas, novos Esquemas Sociais, até mesmo iniciar uma nova Civilização. Porque do que existe…nada serve.

ACABEMOS COM OS PALIATIVOS E ENFRENTEMOS O FUTURO !

(*) J. Sá Carneiro
– Licenciado em História pela Universidade Aberta de Lisboa
– Diplomado em Service Marketing Management S.A.M.A. de Johannesburg
– Curso ONC/ONA, 2002/3, Alfândegas
– Despachante das Alfândegas desde 1952, em Angola, e em Portugal desde 1980

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Thursday, October 08, 2009

O DESEMPREGO


(*) J. Sá-Carneiro 22. 09 2009
De todas as bandeiras negras que se agitam pelo meio desta pavorosa crise económica e financeira que atravessamos, e de que talvez nunca mais consigamos sair, a mais desfraldada e sacudida é com certeza a do Desemprego.
Todavia parece falar-se do "desemprego", como se fosse um flagelo passageiro que, quando passar ou abrandar a crise, também ele irá acabar ou pelo menos diminuir.

Ora a verdade é que "o desemprego veio para ficar", e nunca mais voltaremos aos velhos tempos do século XX, em que se achava normal que toda a gente tivesse um emprego, e em que se apontava um "desempregado" como se tivesse sido atingido por um fenómeno abominável, que a sociedade, pelo menos a ocidental, não devia admitir, e cuja razão de existir era atribuída à avareza do patronato, ou à incompetência dos governos.

O facto é que começa a reconhecer-se que, perante as tais "modernas tecnologias", a total motorização de tudo quanto há, as electrónicas e as informáticas, etc., dentro de meia dúzia de anos, senão desde já, teremos que ter a honestidade de revelar às pessoas que só há trabalho para uns "10% da população", hipoteticamente válida, pelo menos, dos países do Ocidente (Europa e América) …Isto é chocante , …mas é real!

E os governos têm que começar a tomar medidas para reorganizar os estados noutros moldes, reformar as constituições, revolucionar todo o esquema social e económico.

Só os mais aptos e vocacionados poderão "trabalhar". …Os outros não são precisos.
E acabarão por ficar numa situação semelhante à do proletariado romano ao tempo do Império, que só servia para fornecer soldados quando havia campanhas militares.
Também agora terá que lhes ser dado "pão e circo". …Isso, claro, em moldes modernos. …E é assim que fatalmente terá que ser!

Acabou-se a tola ilusão em que temos vivido!

…E até talvez que as mulheres possam voltar para casa, …onde são tão necessárias, para educar os filhos, pois que, com a actual situação, as crianças estão, dum modo geral, a transformar-se em verdadeiros selvagens. Também para que se possa deixar de atirar os idosos para os "depósitos de velhos", que é outro dos horrores do nosso tempo.
Não é que as mulheres não possam fazer o trabalho dos homens. …Claro que podem!
...E, nalguns casos, até muito bem. …Mas para quê? Se fazem falta, …e não é preciso!

Seria um enorme bem para o Mundo voltarmos à tradicional Família a 3 Gerações: Avós, Filhos e Netos, isto é, toda a Família Viva reunida. Precisaríamos de casas um pouco maiores, mas resolveríamos imensos problemas. …E sairia mais barato do que pagar Casa, Empregada, e "Lar". …Além da enorme poupança em transportes.

…Afinal não podemos viver eternamente nesta provisória Economia de Guerra, que já vem de 1914, pois que toda esta infeliz desorganização começou na 1ª Guerra Mundial.
...Até aí os homens trabalhavam no exterior, e havia ocupação para quase todos, embora a grande maioria, fosse geralmente mal paga, pois que tinha tarefas pouco qualificadas, na lavoura ou nas industrias, feitas manualmente e ocupando muita gente.

…E as mulheres trabalhavam em casa., …E não se sentiam infelizes por isso.

Mas porque a guerra obrigou os homens a irem combater, foram chamadas as mulheres para as tarefas que eles deixaram.

E isto teve começo e a expressão máxima na Grã-Bretanha, onde de um dia para o outro apareceram as londrinas a conduzir ónibus, comboios, e até barcos no Tamisa.. …

E como tudo isso coincidiu, praticamente, com o sufrágio feminino, ninguém conseguiu, depois da guerra, fazê-las voltar ao lar.

(*) J. Sá Carneiro
– Licenciado em História pela Universidade Aberta de Lisboa
– Diplomado em Service Marketing Management S.A.M.A. de Johnesburg
– Curso ONC/ONA, 2002/3, Alfândegas
– Despachante das Alfândegas desde 1952, em Angola, e em Portugal desde 1980

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